Uma declaração feita por um vereador de Junco do Seridó, no interior da Paraíba, colocou o assédio eleitoral no centro do debate às vésperas das Eleições 2026. O parlamentar afirmou que servidores contratados poderiam ser chamados individualmente pelo prefeito para declarar em quem pretendem votar, levantando questionamentos sobre os limites da influência política dentro das relações de trabalho.
De acordo com o advogado Lucas Jonatha, especialista em Direito Trabalhista, manifestações de opinião política são diferentes de condutas que busquem constranger, intimidar ou influenciar a escolha eleitoral de um trabalhador. Segundo o especialista, ameaças de demissão, cobranças por apoio político ou promessas de benefícios em troca de determinada posição podem caracterizar assédio eleitoral.
O advogado também orienta que trabalhadores que enfrentarem situações desse tipo preservem possíveis provas, como mensagens, áudios, documentos e testemunhas. A prática pode ocorrer tanto presencialmente quanto por meios digitais, incluindo grupos de WhatsApp utilizados para tratar de assuntos relacionados ao trabalho.
Com a aproximação das Eleições 2026, o alerta é para que relações profissionais não sejam utilizadas para interferir na liberdade de escolha do eleitor. Trabalhadores que se sentirem constrangidos podem procurar os órgãos competentes para denunciar a situação e buscar orientação sobre como proceder.
Confira a entrevista na íntegra:
https://www.instagram.com/reel/DdH5C2_J8_4/?stkn=NDRmbWF0dW9iYnMz
Por Pedro Araújo | @eusoupedroaraujo












