Mais de dois anos depois de um assassinato que chocou a cidade de Ingá, no Agreste da Paraíba, o caso que terminou com a morte de Ileandro Vieira, de 35 anos, chegou ao Tribunal do Júri. O crime aconteceu no dia 11 de março de 2024, dentro de uma oficina mecânica pertencente ao pai da vítima.
Segundo as investigações sobre o caso, Ileandro estava na oficina quando foi surpreendido por Flaviano Moraes, de 50 anos, que era tio da esposa da vítima. O homem teria efetuado três disparos de arma de fogo contra Ileandro.
O primeiro tiro atingiu o peito da vítima à queima roupa. Os outros dois disparos atingiram a região das nádegas e do braço. A vítima não resistiu e morreu ainda no local.
Ileandro deixou três filhos. A morte provocou uma profunda marca na família, que precisou esperar mais de dois anos até o julgamento do caso.
Entre os familiares que acompanharam de perto o episódio está Suedes Vieira, irmão da vítima. Em conversa exclusiva, ele relatou que estava no local no momento do crime e contou como foi presenciar o assassinato do próprio irmão.

Suedes também relembrou os momentos que antecederam a morte e falou sobre o impacto de ter visto Ileandro ser atingido pelos disparos. O relato ajuda a dimensionar o drama vivido pela família desde aquele 11 de março de 2024.
A reportagem também conversou com Nilza Vieira, tia de Ileandro. Ela relembrou os últimos momentos que passou ao lado do sobrinho antes da morte e falou sobre a personalidade dele.

Segundo Nilza, Ileandro era uma pessoa carinhosa e amorosa. A tia também destacou a relação que ele mantinha com a família e a falta que sua presença passou a fazer desde o assassinato.
Versão da defesa:
A reportagem conversou ainda com Valter Campos, advogado de defesa de Flaviano Moraes. De acordo com o defensor, a principal tese apresentada no julgamento é a de legítima defesa.
Segundo Valter Campos, antes dos disparos houve uma discussão entre Ileandro e Flaviano. Conforme a versão apresentada pela defesa, durante o desentendimento, Ileandro teria pegado uma barra de ferro, situação que, segundo o advogado, teria feito o réu reagir.

A defesa sustenta, portanto, que Flaviano teria agido para se proteger diante daquela situação. Essa é a principal linha argumentativa apresentada pelo advogado no julgamento.
O caso, que começou com uma discussão dentro de uma oficina mecânica e terminou com a morte de Ileandro Vieira, voltou a ser analisado pela Justiça mais de dois anos depois. Para a família, além da busca por uma decisão judicial, o julgamento também representa a oportunidade de relembrar a história de Ileandro e tudo o que ficou depois de sua morte.

Por Wanderson Gomes












