Jornalista relembra cobertura do 11 de Setembro e capa do Diário da Borborema premiada no Esso

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O jornalista e professor Cícero Félix de Sousa relembrou, em entrevista à MR TV Campina Grande, a cobertura dos atentados de 11 de setembro de 2001 e a produção da capa do Diário da Borborema que recebeu destaque nacional no Prêmio Esso de Jornalismo.

Na época, Cícero estava na redação do Jornal da Paraíba quando acompanhou, pela televisão, o momento em que o segundo avião atingiu uma das torres do World Trade Center. Diante da dimensão do ataque, ele seguiu para o Diário da Borborema, onde participou da coordenação da produção da capa.

A equipe utilizou imagens e informações disponibilizadas por agências de notícias, além de recursos gráficos para apresentar a sequência dos acontecimentos. A capa reuniu horários, imagens dos ataques e informações sobre a repercussão mundial, em uma época em que o acesso à internet ainda era limitado.

O trabalho concorreu com grandes jornais nacionais e ficou entre os finalistas do Prêmio Esso. A inscrição foi feita por Júlio César durante um evento de design em São Paulo. Segundo Cícero, o reconhecimento representou um momento histórico para a imprensa de Campina Grande.

Após a premiação, Cícero deixou o Diário da Borborema durante uma reestruturação administrativa e passou a atuar no jornal A União, onde trabalhou na área gráfica e chegou ao cargo de editor-chefe.

Posteriormente, mudou-se para a Bahia, onde passou a atuar como professor de jornalismo e publicidade. Também criou a Revista A, que teve 32 edições. Sua trajetória acadêmica inclui mestrado em Linguística pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e doutorado em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB).

Durante a entrevista, Cícero também falou sobre os desafios enfrentados pelos novos profissionais da comunicação, destacando a necessidade de atualização constante e de atenção crítica a questões sociais como machismo, misoginia e racismo, inclusive nos processos relacionados às novas tecnologias e à inteligência artificial.

Saiba mais:

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Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)

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