Na saída do Tribunal do Júri de Ingá, após ser condenado pela morte de Ileandro Vieira da Silva, conhecido como Nêgo, Aylzio Flaviano Moraes da Luz foi acompanhado pelo filho até a viatura que o levou de volta para a prisão.
Durante o momento, o filho declarou: “Esse homem vai sair nessa viatura como um homem. Não é como uma cabra safado.” Em seguida, também afirmou: “O meu pai vai sair da cadeia, agora ele [Ileandro] não sai mais não.”
Aylzio foi condenado na madrugada de hoje (12) a 20 anos de reclusão pela morte de Ileandro. O julgamento começou pela manhã e terminou durante a madrugada, sendo considerado o mais longo já realizado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Ingá.
Os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do homicídio e aceitaram as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. Com isso, Aylzio recebeu 18 anos de prisão pelo homicídio duplamente qualificado.
Ele também foi condenado a dois anos de reclusão e ao pagamento de 50 dias multa pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. As penas foram somadas, totalizando 20 anos de prisão, em regime inicialmente fechado.
A Justiça ainda determinou a perda da arma apreendida e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade, mantendo Aylzio preso.
O crime aconteceu em 11 de março de 2024, dentro de uma oficina mecânica no bairro Senzala, em Ingá. Segundo a denúncia do Ministério Público, Aylzio efetuou disparos de pistola contra Ileandro, que foi atingido e morreu em decorrência dos ferimentos.
Durante o julgamento, a defesa tentou retirar as qualificadoras e também ainda fixar a tese de legítima defesa.












