2º TURNO: “questões do dia a dia pesam mais que ideologia”, avalia João Viana após manifestações

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O analista político João Viana avaliou, durante o programa À Frente da Notícia, da MRTV, nesta quarta-feira (7), que manifestações políticas realizadas em universidades públicas podem ter impacto nas redes sociais e ajudar na mobilização eleitoral, mas dificilmente mudam o voto de quem já decidiu apoiar um candidato.

O comentário foi feito após uma manifestação realizada na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande, contra Flávio Bolsonaro (PL) e em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que repercutiu nas redes sociais.

Para João Viana, movimentos desse tipo fazem parte da tentativa de mobilizar principalmente os eleitores que não participaram do primeiro turno. Ele reconheceu que a esquerda possui historicamente maior presença em universidades públicas, mas avaliou que o debate do segundo turno tende a se concentrar em questões práticas da vida dos brasileiros.

“O debate nesse segundo turno vai ser um pouco diferente, vai girar em torno de questões práticas do dia a dia do brasileiro”, afirmou.

Entre os temas que, segundo o analista, podem influenciar mais diretamente o eleitor estão o preço dos alimentos, a alta de impostos e mudanças na legislação que afetam o comércio.

João Viana também destacou que Flávio Bolsonaro ampliou, em relação a 2022, sua votação no Nordeste. Para ele, esse cenário indica que questões ideológicas podem ter menos peso nesta eleição do que em disputas anteriores.

O analista ainda chamou atenção para o número elevado de abstenções, votos brancos e nulos no primeiro turno. Segundo ele, ainda não é possível determinar para qual candidato esse eleitorado tende a migrar no segundo turno, tornando esse grupo um dos principais alvos das estratégias de campanha.

Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)

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