Aliados de Flávio Bolsonaro tentam barrar votação da escala 6×1 antes do 2º turno

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Senadores ligados à oposição ao governo Lula articulam para adiar a votação da proposta que prevê o fim da escala 6×1. A intenção é impedir que a PEC seja concluída antes do segundo turno das eleições presidenciais.

A estratégia foi definida nesta quarta-feira (7), durante uma reunião de senadores bolsonaristas. O grupo pretende conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e pedir que a análise da proposta fique para depois da eleição.

Um dos principais articuladores do pedido é o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, a discussão sobre a jornada de trabalho deve ocorrer, mas não neste momento.

“Não faz bem ao país votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado”, afirmou.

A oposição também avalia aceitar apenas a primeira votação da PEC, deixando a segunda etapa para depois do segundo turno. A proposta precisa ser aprovada em dois turnos no Senado para avançar.

Governo tenta acelerar análise

Do outro lado, o governo trabalha para antecipar a votação. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PB), afirmou que está recolhendo assinaturas para tentar estabelecer um calendário especial e concluir a análise antes do segundo turno.

Alcolumbre também afirmou que poderá colocar a PEC em votação caso essa seja a decisão do plenário.

A proposta prevê mudanças na jornada de trabalho atualmente organizada na escala 6×1. O texto em discussão estabelece inicialmente a redução da jornada semanal para 42 horas e, posteriormente, para 40 horas, mantendo dois dias de descanso remunerado por semana.

O tema ganhou espaço na disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno.

Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)

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