“Por que você ainda vota 22? Qual proposta Flávio Bolsonaro trouxe?”, questiona líder estudantil

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A integrante da organização do movimento estudantil democrático em Campina Grande, Eduarda Cavalcante, afirmou que a estratégia dos atos realizados por estudantes deve ir além das manifestações e buscar o diálogo direto com eleitores que ainda não definiram o voto para o segundo turno das eleições.

Em entrevista ao programa À Frente da Notícia, da MRTV, nesta quarta-feira (7), Eduarda comentou os atos realizados na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e afirmou que o movimento pretende ampliar as mobilizações para outros espaços de Campina Grande, reunindo estudantes, professores, sindicatos e trabalhadores.

Ao falar sobre a tentativa de dialogar também com eleitores que apoiaram Jair Bolsonaro ou outros candidatos no primeiro turno, Eduarda defendeu que os estudantes procurem essas pessoas para conversar e questionar as razões de suas escolhas eleitorais.

“É chamar a galera para conversar. É dar informação, mostrar o outro, como a gente pode virar esse voto, o que é preciso, por que você ficou em casa”, afirmou.

Na entrevista, ela também questionou diretamente eleitores que declararam voto em Flávio Bolsonaro (PL), candidato que disputa o segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Por que você ainda vota 22? Me diga uma proposta. Flávio Bolsonaro, durante esses 30 anos que ele teve na política brasileira, tanto como senador como deputado, qual proposta que ele trouxe pra gente? Qual a proposta dele agora pra presidente?”, questionou.

Eduarda afirmou ainda que o objetivo das manifestações é promover o que chamou de “politização” da população por meio do diálogo e da apresentação de informações sobre políticas públicas e propostas dos candidatos.

Segundo ela, a estratégia não deve ser apenas pedir diretamente o voto em Lula, mas estimular o eleitor a explicar e refletir sobre as razões de sua escolha.

As declarações foram dadas após a manifestação realizada nesta quarta-feira na UEPB, em Campina Grande. O movimento estudantil afirmou que pretende realizar novos atos na cidade nos próximos dias.

Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)

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