O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para quarta-feira (14) a votação em primeiro turno da PEC que prevê o fim da escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas.
O governo Lula articula a apresentação de um requerimento de calendário especial para permitir que os dois turnos da proposta sejam votados no mesmo dia. A medida busca dispensar o intervalo regimental entre as votações e depende de aprovação por maioria simples do plenário. Caso o pedido não seja aprovado, a PEC seguirá o rito normal, e a votação definitiva poderá ficar para depois das eleições. Para ser aprovada, a proposta precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno.
A oposição também adotou uma estratégia para atrasar a tramitação. A maior parte dos senadores oposicionistas não registrou presença nas sessões de discussão realizadas nesta semana, numa tentativa de impedir a formação de quórum e evitar o avanço da contagem do prazo regimental.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que não seria adequado votar uma proposta dessa dimensão durante o período eleitoral. Ele classificou a discussão neste momento como oportunista e declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria “desesperado” para se reconectar com o eleitorado.













