Nunes Marques manda suspender canal pró-Lula no Whatsapp após pedido de Flávio Bolsonaro

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, após pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). Coordenado pelo deputado eleito André Janones (Rede-MG), o canal reúne mais de 3 milhões de inscritos e é utilizado para compartilhar áudios, vídeos e orientações a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na decisão, o ministro determinou que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, retire o canal do ar em até três horas após receber a notificação, sob pena de multa. Segundo Nunes Marques, a medida não tem como objetivo impedir a mobilização política ou as manifestações de apoio a candidatos, mas conter a divulgação coordenada de conteúdos que já teriam sido reconhecidos como falsos pela Justiça Eleitoral. O ministro também apontou a utilização da estrutura de transmissão para disseminar informações consideradas inverídicas e orientar usuários a contornar mecanismos de proteção da plataforma.

A decisão, no entanto, provocou críticas de integrantes do TSE que envolvem a tramitação do pedido, inicialmente apresentado à Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral, sob relatoria do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia concedido prazo de 72 horas para a campanha de Flávio Bolsonaro apresentar informações complementares. A campanha recorreu diretamente à presidência do tribunal, alegando urgência diante do crescimento do canal, que passou de 55 mil seguidores após o primeiro turno para mais de 3 milhões.

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