O dia 12 de outubro, tradicionalmente marcado pelas celebrações de Nossa Senhora Aparecida e pelo Dia das Crianças, também passou a carregar um significado especial de saudade para o município de Lagoa Seca, no Agreste paraibano. Há exatamente um ano, em 12 de outubro de 2025, morria, aos 75 anos, o ex-vereador, compositor e mestre de obras José Armando da Costa.
José Armando faleceu durante a madrugada, por volta das 4h, em sua residência, após enfrentar por mais de 15 anos uma batalha contra o câncer. Sua partida encerrou uma trajetória de dedicação à família, ao trabalho, à vida pública e, sobretudo, à cidade onde nasceu e construiu sua história.
Natural do sítio Imbaúba, na zona rural de Lagoa Seca, José Armando teve uma infância simples. Aprendeu a ler com a própria mãe e, ainda jovem, precisou interromper os estudos para trabalhar e contribuir com o sustento familiar.
Foi ajudante de feira, padeiro e pedreiro. Como mestre de obras, participou da construção de mais de 50 imóveis no município, deixando sua contribuição também na paisagem urbana da cidade.
No esporte, vestiu a camisa da seleção de Lagoa Seca e participou de competições importantes, como a Copa Borborema.

Uma trajetória marcada pela política e pelo amor a Lagoa Seca
A história política de José Armando começou em 1987, quando foi eleito vereador pela primeira vez. Ao longo da vida pública, conquistou quatro mandatos consecutivos e presidiu a Câmara Municipal.
Sua ligação com o Legislativo também se estendeu à família, por meio do filho Carlos Cesar Guimarães, que seguiu seus passos na política municipal.
Mas uma das maiores contribuições de José Armando para a identidade de Lagoa Seca não veio da tribuna da Câmara, e sim de sua sensibilidade como compositor.
Foi ele quem escreveu o hino do município, “De Meus Olhos a Menina”, uma declaração de amor à terra natal que permanece viva na memória e nas manifestações cívicas da cidade.
Autor de mais de 200 composições, José Armando também encontrou na música uma maneira de expressar sua fé, suas raízes e sua visão sobre a sociedade. Seu primeiro disco, Espalhando a Semente, recebeu reconhecimento até do religioso Irmão Damião.
A saudade permanece, assim como o legado
Um ano depois de sua morte, José Armando continua presente na história de Lagoa Seca. Seja pelas obras que ajudou a construir, pela atuação no Legislativo ou pelas canções que compôs, sua trajetória permanece ligada à identidade do município.
O hino que escreveu é, talvez, uma das expressões mais duradouras dessa ligação. Cada vez que seus versos são entoados, também se preserva um pouco da história de quem dedicou parte da vida a homenagear sua terra.
Neste 12 de outubro, a lembrança de José Armando da Costa vai além da saudade. É também o reconhecimento de uma vida construída com trabalho, participação comunitária, cultura e amor por Lagoa Seca.
Um ano sem José Armando. A ausência permanece, mas sua história continua viva na memória de Lagoa Seca.













