“Há um risco de rompimento dos reservatórios” afirma Ministério Público sobre trágedia em Campina Grande/PB

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O Ministério Público da Paraíba acionou a Justiça para cobrar medidas de segurança nos 22 reservatórios de água da Cagepa em Campina Grande. A ação foi apresentada após o rompimento do reservatório R5, no bairro da Prata, em 8 de novembro de 2025, que provocou a morte de uma idosa, deixou feridos e causou prejuízos.

Segundo o MP, laudos do Instituto de Polícia Científica e da Universidade Federal de Campina Grande apontaram falhas no projeto e na execução do R5, além de problemas de manutenção, infiltrações e fissuras antigas na estrutura.

Em entrevista exclusiva à MRTV, o promotor de Justiça do Meio Ambiente, Hamilton Neves, afirmou que ainda existe risco de rompimento de pelo menos dois reservatórios. Segundo ele, as inspeções visuais realizadas pela Cagepa não são suficientes e são necessários exames técnicos mais aprofundados, como testes de ultrassom e outros procedimentos capazes de identificar possíveis falhas internas. Essas avaliações ainda não foram realizadas.

De acordo com o promotor, o Ministério Público já procurou a Cagepa pelo menos três vezes para tratar da situação, mas não recebeu resposta. Por isso, a ação pede uma auditoria técnica independente nos 22 reservatórios, com prioridade para o R9, no bairro de Santa Rosa, e o R14, em São José da Mata.

O Ministério Público também cobra medidas para proteger os moradores que vivem em áreas que poderiam ser atingidas em caso de rompimento de outras estruturas.

Na ação, o MP solicita ainda o bloqueio cautelar de R$ 10 milhões da Cagepa para custear auditorias, perícias e possíveis obras, além de outros R$ 10 milhões por danos morais coletivos relacionados à tragédia.

O processo tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande e aguarda decisão da Justiça.

Por Wanderson Gomes

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