“Campina não é um curral”, diz presidente do PT ao destacar crescimento da votação de Lula na cidade

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O presidente do PT em Campina Grande, Pedro Netho, destacou o crescimento da votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais no município. Em entrevista ao programa À Frente da Notícia, da MRTV, nesta segunda-feira (26), ele afirmou que o resultado demonstra a força do campo progressista na cidade e abre perspectivas para futuras disputas eleitorais.

Lula obteve 144.322 votos em Campina Grande, o equivalente a 55,78% dos votos válidos no segundo turno. Segundo Pedro Netho, o resultado representa um avanço significativo em relação ao primeiro turno, com um crescimento de aproximadamente 40 mil votos, conforme os números mencionados durante a entrevista.

“Campina nos deu esse presente ontem, a democracia brasileira. Ampliamos significativamente a votação em relação ao primeiro turno”, afirmou o dirigente petista.

Durante a entrevista, Pedro Netho atribuiu o crescimento às mobilizações realizadas ao longo da campanha e ressaltou que o desempenho de Lula contraria avaliações de que Campina Grande não teria uma votação expressiva em favor do presidente e das forças políticas progressistas.

Para o presidente municipal do PT, o resultado também cria expectativas para a construção de um projeto político voltado às próximas eleições municipais. Ele defendeu uma proposta alinhada ao programa de governo de Lula e destacou que a votação obtida pelo presidente demonstra a presença de um eleitorado favorável a essa agenda política na cidade.

Pedro Netho também mencionou ações do governo federal em Campina Grande como um dos fatores que, em sua avaliação, contribuíram para o reconhecimento do presidente por parte dos eleitores. Ele ressaltou que o desempenho nas urnas ocorreu mesmo com o apoio do prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil) à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

Na avaliação do dirigente, o resultado eleitoral demonstra que o cenário político de Campina Grande não está restrito a um único campo ideológico e que há espaço para ampliar a participação das forças progressistas nas próximas disputas.

Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)

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