Aliados dizem que Flávio Bolsonaro estaria a caminho dos EUA; PF apura possível saída do Brasil

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, está no centro de uma controvérsia sobre seu paradeiro. Nesta terça-feira (27), informações atribuídas a pessoas próximas ao parlamentar apontaram que ele teria deixado o Brasil e estaria a caminho dos Estados Unidos, acompanhado de familiares. A viagem, porém, não foi confirmada oficialmente.

A suspeita começou após o portal argentino Infobae noticiar que Flávio teria atravessado a fronteira com a Argentina e seguido para Puerto Iguazú, de onde viajaria em um avião particular com destino aos Estados Unidos. Segundo reportagens publicadas nesta terça, aliados do senador receberam informações sobre a possível viagem, mas não conseguiram esclarecer como ele teria deixado o território brasileiro.

A Polícia Federal apura a possibilidade de saída do parlamentar e verifica informações relacionadas à movimentação na fronteira e aos voos entre Brasil e Argentina. O governo argentino, por sua vez, informou que não encontrou registros de entrada de Flávio ou de integrantes da família Bolsonaro no país.

O episódio ocorre um dia depois de Flávio informar, por meio das redes sociais, que havia sido intimado a entregar seus passaportes comum e diplomático à Polícia Federal, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão também estabeleceu a proibição de deixar o Brasil, conforme noticiado pela imprensa.

O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), negou que o parlamentar tenha deixado o país, segundo informações publicadas pelo Metrópoles. Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, também contestou a versão e classificou a notícia como falsa, de acordo com o UOL.

Até o momento, não há confirmação oficial de que Flávio tenha chegado aos Estados Unidos ou de que tenha viajado acompanhado da esposa e das filhas. O caso segue cercado de informações divergentes enquanto as autoridades verificam o possível deslocamento.

Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)

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