Após a circulação de uma lista em grupos de WhatsApp, com nomes de estabelecimentos comerciais de Lagoa Seca que supostamente teriam votado no Partido dos Trabalhadores (PT), mensagens passaram a incentivar que a população deixasse de frequentar esses locais.
Diante da situação, a Associação Comercial e Empresarial de Lagoa Seca (ACELS) divulgou, nesta sexta-feira (30), uma nota oficial repudiando qualquer iniciativa de boicote comercial motivada por posicionamentos políticos. A entidade também manifestou preocupação com possíveis situações de assédio eleitoral e discriminação no município após o período eleitoral.
No documento, a associação destaca que o comércio é um dos motores da economia local e que iniciativas de perseguição a estabelecimentos podem prejudicar fornecedores, reduzir a arrecadação e colocar empregos em risco, afetando também o sustento de diversas famílias.
A ACELS ainda alertou para possíveis consequências jurídicas relacionadas à difamação e à incitação ao boicote nas redes sociais. A entidade também orientou os empresários a não adotarem medidas discriminatórias contra funcionários em razão de suas escolhas políticas, repudiando possíveis retaliações e demissões motivadas por divergências ideológicas.
Ao encerrar a nota, a associação defendeu a união e o respeito no município, ressaltando que as eleições passam, mas Lagoa Seca permanece.

“Não permitamos que divergências ideológicas destruam o ambiente de negócios e os empregos locais”, destacou a entidade, que também convocou cidadãos, empresários e trabalhadores a contribuírem para o restabelecimento do diálogo e da harmonia social.
Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)















