Das Boninas ao Monte Santo: conheça a história do maior cemitério de Campina Grande

Por
3 min. leitura

O Cemitério do Monte Santo, em Campina Grande, guarda a memória de personalidades que marcaram a história do município e tem uma trajetória ligada ao antigo Cemitério das Boninas, que funcionava na região central da cidade.

A história começou em 1856, quando uma epidemia de cólera provocou cerca de 1.500 mortes em Campina Grande. Na época, os sepultamentos eram realizados principalmente em igrejas e capelas. Com a proibição dessa prática, foi criado, em 1857, o Cemitério das Boninas, primeiro campo santo público da cidade.

Após 42 anos de funcionamento, a falta de espaço para novos sepultamentos levou à construção do Cemitério do Monte Santo, inaugurado em 1899, em uma área afastada do núcleo urbano da época.

Em 1931, o Cemitério das Boninas foi desativado e demolido para dar lugar a construções comerciais. Os restos mortais que estavam no local foram transferidos para o Monte Santo e depositados em uma vala comum, sem identificação individual. Até hoje, não se sabe a localização exata desses restos mortais.

Considerado o maior cemitério de Campina Grande, o Monte Santo abriga túmulos de personalidades como o compositor Genival Lacerda, o artista Bilu de Campina, o historiador Irineu Joffily e o ex-prefeito Epídio de Almeida.

Entre os destaques está Irineu Joffily, primeiro historiador de Campina Grande e fundador do jornal Gazeta do Sertão. Seu túmulo recebeu um QR Code que permite aos visitantes acessar informações sobre sua trajetória.

Outro nome importante é Epídio de Almeida, médico, ex-prefeito e ex-deputado federal, autor do livro História de Campina Grande, publicado em 1962 e considerado uma referência para pesquisas sobre o município.

A importância histórica do espaço foi abordada em entrevista com Ida Stainmüller, historiadora do Instituto Histórico de Campina Grande, durante matéria especial do repórter Wanderson Gomes, exibida nesta sexta-feira (31), no Jornal de Verdade, da MRTV.

Durante a conversa, a historiadora definiu o cemitério como um museu a céu aberto, por reunir a memória de pessoas que contribuíram para a formação e o desenvolvimento da cidade.

O conteúdo integra uma série especial produzida pela equipe de reportagem da MRTV ao longo da semana sobre os cemitérios de Campina Grande, em alusão ao Dia de Finados, celebrado neste domingo (2).

Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)

Compartilhe este artigo