A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, acionou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil e pediu que o órgão atue diante de supostas violações aos direitos do empresário, que está preso preventivamente desde 4 de março.
Na petição, os advogados alegam que Vorcaro está há mais de 11 meses sem acusação formal e apontam demora na análise do pedido de liberdade, além de questionarem procedimentos judiciais e o uso de conversas com advogados nas investigações.
A defesa também denuncia vazamentos de materiais sob responsabilidade do Estado, incluindo mensagens extraídas do celular do empresário. O documento cita possíveis violações a artigos da Convenção Americana sobre Direitos Humanos relacionados à liberdade, às garantias judiciais, à privacidade e à proteção judicial.
Segundo os advogados, o objetivo não é discutir o mérito das investigações brasileiras, mas pedir que o Estado responda internacionalmente pelas violações apontadas e garantir uma decisão judicial sobre a liberdade do investigado em prazo razoável.
Vorcaro foi indiciado pela Polícia Federal na semana passada, no primeiro inquérito sobre as suspeitas de fraude envolvendo o Banco Master. A investigação apura irregularidades estimadas em cerca de R$ 40 bilhões. Até a publicação da reportagem, o Ministério Público ainda não havia apresentado acusação formal contra o ex-banqueiro.
Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)















