O Treze finaliza sua preparação e faz mistério na escalação para a estreia na Copa Paraíba 2026, marcada para este sábado (7), às 16h, contra o Esporte de Patos, no Estádio Amigão. Com a missão de conquistar o título e a vaga para a Copa do Brasil de 2027, o técnico Adriano Souza e o meia Talison detalharam o estilo de jogo baseado na posse de bola, avaliaram a pré-temporada e convocaram a torcida alvinegra durante coletiva de imprensa realizada nesta semana, no Estádio Presidente Vargas.
O principal laboratório para a comissão técnica avaliar o reformulado elenco antes da bola rolar oficialmente foi o recente empate sem gols no Clássico dos Maiorais amistoso. O cenário de alta exigência serviu para testar o comportamento tático cobrado pelo treinador.
A coragem para manter o “DNA Ofensivo” sob pressão
Desde que assumiu a missão de repaginar o Treze para este segundo semestre, Adriano Souza tem batido na tecla do “DNA ofensivo”, filosofia que exige um time propositivo e com controle do jogo. Questionado sobre os momentos em que o time sofreu pressão na saída de bola durante o clássico, o treinador foi categórico sobre manter suas convicções.
“Dos zero aos quinze minutos do primeiro tempo, a gente teve 77% de posse de bola. É normal que a gente não consiga ter essa posse sustentada por tanto tempo em função de um adversário com a qualidade que tem o rival. O que eu falo sempre para os meus atletas é que a gente não abra mão dessa nossa essência”, explicou o técnico alvinegro.
“Quando o adversário passa a nos pressionar mais forte, o que eles querem é justamente que a gente abra mão de ter esse controle. É tudo o que eu não quero. A gente não vai abrir mão da nossa forma de jogar em função disso, é algo que eu carrego comigo como DNA”, complementou Adriano.
Bagagem de peso e o resgate do “Camisa 10”
Para fazer essa engrenagem de transição inteligente funcionar, o Treze apostou em peças com alto refino técnico, a exemplo de Talison. Aos 29 anos, o meia acumula em seu currículo passagens pelas categorias de base do Flamengo e do São Paulo, além de experiência internacional no futebol de Malta e a recente disputa da Série D pelo Goiânia.
O meio-campista reforçou que o estilo do comandante vai na contramão de uma tendência mundial mais reativa, valorizando o jogador criativo.
“Hoje o futebol, não só no Brasil, mas no futebol mundial, está perdendo essa essência do camisa 10. Muitos treinadores estão buscando colocar três volantes, dois atacantes lá na frente de mais força. E aqui eu encontrei um treinador que é o contrário, ele já gosta muito desse jogador”, avaliou Talison.
“Eu sou um jogador técnico, gosto de aproximação, um futebol de posse de bola. Eu gosto de estar mais entre linhas para que eu possa pegar uma bola mais próxima do gol, muito melhor do lado direito. E ao mesmo tempo ele cobra, exige muita intensidade nossa, muita marcação. Hoje a gente tem um treinador que pensa ofensivamente o tempo todo”, detalhou o atleta.
Elenco renovado, versatilidade e mistério na escalação
Apesar da base de trabalho construída pelo clube ao longo do ano, o grupo que disputará a Copa Paraíba é praticamente novo. A comissão técnica precisou lidar com desfalques médicos e reformulações profundas após o Campeonato Brasileiro.
“Todo mundo está falando que o Treze tem uma vantagem, que renovou com atletas. A gente tem cinco atletas (da Série D), e no jogo (amistoso), dois participaram por questões de lesão. É um grupo novo”, pontuou o treinador.
Para suprir a falta de entrosamento a longo prazo, o clube montou um elenco com características distintas para garantir variações táticas. “Nosso elenco é heterogêneo. A ideia é que quando troque um meio-campista por outro, seja para mudar realmente a forma de jogar e não nos tornarmos previsíveis”, justificou.
Essa imprevisibilidade, inclusive, será levada ao extremo para a estreia contra o Esporte de Patos, já que o técnico prometeu não dar pistas do time titular nem mesmo para o próprio elenco.
“Eu tenho muitas possibilidades e quero deixá-las todas em aberto. O jogo é às 16 horas, e até às 14 horas nem eles mesmos vão ter garantia de que vão jogar. Os treinos na semana são feitos de uma forma para que eles não tenham certeza disso”, revelou Adriano.
Por Walter Ribeiro (w.araujo__)














