Com o foco no coronavírus, muitas pessoas podem passar a se descuidar com relação a outras doenças, como é o caso das provocadas pelo mosquito Aedes aegypti.
Porém, o isolamento social pode ser um reforço para evitar a dengue, zika e chikungunya, já que as pessoas com mais tempo livre, e em casa, podem dedicar-se a evitar possíveis criadouros nos quintais.
Estas doenças sempre foram um grande problema para a saúde pública municipal de Campina Grande, que tem registrado altos índices de infestação.
Apesar disso, do início do mês de abril até agora, o município só registrou sete casos de arboviroses, e, de acordo com o diretor de Vigilância em Saúde, Miguel Dantas, os casos dessas doenças começam a eclodir até o final de junho.
– Vamos saber se as pessoas em casa, no isolamento social, vão trazer algum efeito na redução do número de arboviroses. Estamos entendendo que isso vai trazer bons resultados, porque há mais tempo de manter os cuidados nos quintais e possíveis criadouros do mosquito. Esperamos que alguns números melhorem significativamente – disse Miguel.
Ele ainda destacou que dos sete casos registrados de arboviroses em Campina Grande, não houve nenhum positivo para chikungunya, e apenas um de zika vírus. Os demais são positivos para dengue.
O diretor ressaltou que, por mais que os focos das ações em saúde estejam voltados à prevenção do novo coronavírus, os agentes de saúde e de combate às endemias continuam atuando no combate às arboviroses.












