Crime de pedofilia na internet é investigado em Campina Grande/PB

Por Redação
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Foto ilustrativa: Reprodução

Investigações estão sendo realizadas por intermediação da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Infância e a Juventude de Campina Grande, devido a uma denúncia de crime de pedofilia na internet, recebida na segunda-feira (15).

O caso diz respeito a um perfil falso em uma rede social, onde o suspeito se passava por uma criança e pedia que outras crianças enviassem fotos íntimas.

De acordo com a mãe da menina que teve suas fotos utilizadas para conversar com outras crianças, em entrevista à Rádio CBN, ela ficou sabendo do perfil através de uma prima, que entrou em contato questionando se sua filha teria criado um novo perfil no Instagram.

Ainda segundo ela, a prima informou que estranhou o ocorrido após receber mensagens desse perfil pedindo fotos e vídeos do seu corpo. “A sorte foi ela que me mostrou”, disse.

Em suas falas, a mãe pontuou também que o perfil clonado era idêntico ao de sua filha, desde as fotos, até descrição. Com isso, ela verificou as pessoas que estavam seguindo, viu que a maioria tinham a mesma faixa etária e contatou as mães, que ao falar com as filhas confirmaram a solicitação de fotos e vídeos.

“Elas chegaram a confirmar que enviaram fotos e vídeos, porque achavam que realmente era minha filha que tinha pedido”, lamentou.

A delegada Ellen Maria comentou sobre o caso, também em entrevista à CBN, e pontuou que a partir da denúncia feita pela mãe da criança, a investigação vai ser iniciada e diligências serão realizadas para verificar e esclarecer a autoria do crime.

Além de falar sobre a investigação, a delegada aconselhou os pais sobre como atuar na fiscalização de redes sociais utilizadas por crianças.

– Verificar sobre o risco-benefício de crianças terem redes sociais. Não estou falando especificamente sobre esse caso, mas existem crianças muito pequenas que têm redes sociais. Então, nesses casos, os pais avaliem e se vê que realmente existir a necessidade de ter as redes sociais, que fiquem atentos ao fiscalizar. Outra indicação é que as fotos [publicadas em redes de crianças] não sejam colocadas de forma pública – pontuou, lembrando que a maioria das redes permitem que as publicações sejam privadas apenas para amigos.

Com Paraíba Online

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