Jogadores do Campinense decidiram paralisar as atividades nesta segunda-feira (12), no estádio Renatão, em Campina Grande. Os atletas estão reclamando de atrasos salariais e, por esta razão, decidiram iniciar a greve.

O clube se pronunciou sobre o caso através de uma nota oficial, emitida nesta terça-feira (13). No comunicado, o Campinense informou que a folha de pagamento vence no dia 10 de cada mês e acrescentou que ”até o último sábado(10) não havia o que se falar em atraso salarial”.

Além disso, a raposa argumenta que a equipe vem passando por ”dificuldades financeiras” e repudiou a atitude dos atletas, classificando a paralisação como ”ilegal e abusiva”.

”Reconhecemos o direito constitucional a greve desde que a mesma seja exercida de forma embasada. Entretanto, em um cenário de dificuldades e com a realidade árdua que vivem diversos clubes do futebol brasileiro, dois dias de atraso em meio a um feriado prolongado não são justificáveis para realização de uma greve. Por esse motivo, a diretoria repudia veementemente, a decisão tomada pelos atletas, fundamentada sob pretextos pessoais e que ferem os princípios e os valores da instituição. A paralisação foi iniciada de forma totalmente ILEGAL E ABUSIVA, enquanto a comissão técnica e alguns jogadores do elenco preparavam-se para dar início aos treinamentos da semana visando o próximo confronto contra a equipe do Sousa”, diz a nota emitida pela Raposa.

Confira a nota na íntegra:

”Na tarde desta segunda-feira (12), o elenco do Campinense Clube se reapresentou para iniciar os trabalhos visando nosso próximo confronto no Campeonato Paraibano 2024. Para nossa surpresa, os atletas decidiram não realizar nenhuma atividade em campo sobre o pretexto de atraso salarial.

Vale salientar que a folha de pagamento vence no dia 10 de cada mês e até o último sábado(10) não havia o que se falar em atraso salarial. Como é de conhecimento público, o clube passa por um momento financeiro complicado, sem calendário e sem cotas de participação em competições nacionais e regionais, porém, a expectativa é que nos próximos dias esse cenário venha a ser melhorado com a chegada de recursos advindos do mecanismo de solidariedade da FIFA, Timemania, patrocínios e rendas dos jogos em que seremos mandantes.

Reconhecemos o direito constitucional a greve desde que a mesma seja exercida de forma embasada. Entretanto, em um cenário de dificuldades e com a realidade árdua que vivem diversos clubes do futebol brasileiro, dois dias de atraso em meio a um feriado prolongado não são justificáveis para realização de uma greve. Por esse motivo, a diretoria repudia veementemente, a decisão tomada pelos atletas, fundamentada sob pretextos pessoais e que ferem os princípios e os valores da instituição.

A paralisação foi iniciada de forma totalmente ILEGAL E ABUSIVA, enquanto a comissão técnica e alguns jogadores do elenco preparavam-se para dar início aos treinamentos da semana visando o próximo confronto contra a equipe do Sousa.

O Campinense é um clube centenário e não permite o desrespeito a instituição e as hierarquias estabelecidas. Desta forma, o cronograma semanal do clube seguirá normalmente, cabendo a todos seguir as determinações da comissão e o regimento interno do clube”.

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