Em CG: médicos da rede municipal cobram pagamentos atrasados em nota

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Médicos que atuam na rede municipal de saúde de Campina Grande divulgaram uma nota pública manifestando preocupação com os atrasos nos pagamentos referentes aos serviços prestados ao município. Os profissionais dizem estar enfrentando um cenário de descumprimento contratual e dificuldades estruturais nas unidades de saúde.

Segundo a categoria, os contratos firmados com a Prefeitura estabelecem que, mesmo em situações excepcionais de atraso no repasse de verbas federais, os pagamentos devem ser realizados em até 90 dias. No entanto, os médicos afirmam que esse prazo voltou a ser ultrapassado.

De acordo com a nota, atualmente existem valores em aberto referentes aos meses de dezembro de 2025, além de janeiro, fevereiro, março e abril de 2026. Os profissionais alegam que os atrasos já se aproximam de cinco a seis meses.

O documento relembra ainda que, em novembro do ano passado, a categoria chegou a reduzir parcialmente as atividades após atrasos superiores ao período previsto em contrato. Na ocasião, teria sido firmado um acordo com a gestão municipal para regularização dos pagamentos e respeito ao limite máximo de 90 dias.

Além da questão financeira, os médicos também relatam problemas relacionados à estrutura da rede pública de saúde. Entre as reclamações estão a falta de insumos, medicamentos e materiais considerados essenciais para o atendimento da população, além da indisponibilidade de exames laboratoriais básicos devido à ausência de reagentes.

Na nota, os profissionais afirmam que a situação compromete tanto as condições de trabalho quanto a qualidade da assistência prestada aos pacientes. Eles também criticam a falta de um cronograma público e definitivo para regularização dos pagamentos, apesar das tentativas de diálogo com as secretarias envolvidas.

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