O pastor Leonardo Silva afirmou, em entrevista ao repórter Rodrigo Silva, do Blog do Márcio Rangel, nesta quinta-feira (16), que foi alvo de uma abordagem considerada por ele como abusiva durante uma ação da Polícia Militar em um culto realizado em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba.
Segundo o religioso, a ocorrência aconteceu por volta das 20h, após a chegada de equipes policiais ao local por conta de uma denúncia de perturbação do sossego. Ele relatou que, ao ser informado sobre a presença da polícia, desceu para conversar com os agentes e foi orientado a reduzir o volume do som, o que, segundo ele, foi feito de imediato.
Ainda de acordo com o pastor, mesmo após a redução do som, um dos policiais teria mantido uma postura agressiva. Ele afirma que os demais agentes presentes agiram de forma respeitosa e que a conduta considerada inadequada partiu de apenas um integrante da guarnição.
Leonardo Silva relatou que a situação se agravou após uma fiel questionar a abordagem policial. Nesse momento, segundo ele, o policial teria se exaltado, proferido ofensas e, em seguida, o abordado foi questionado se queria ser preso.
O pastor disse que não resistiu à ação policial, mas acabou sendo detido e algemado. Ele também afirmou que foi colocado no compartimento traseiro da viatura de forma considerada por ele como desnecessária, destacando que não apresentou qualquer reação que justificasse o uso de algemas.
“Em nenhum momento desrespeitei ou reagi. Mesmo assim, fui algemado e conduzido”, declarou.
O religioso também afirmou que se sentiu humilhado diante dos fiéis que participavam do culto e classificou a conduta como abuso de autoridade. Apesar das críticas, ele ressaltou que não generaliza a atuação da Polícia Militar e atribuiu o ocorrido a uma atitude isolada de um dos agentes.
O caso ganhou repercussão após o pastor denunciar intolerância religiosa durante a abordagem. Ele foi levado à delegacia e liberado em seguida.
Posicionamento da Polícia Militar
Em nota anterior, a Polícia Militar informou que a ocorrência foi registrada como poluição sonora e que a condução do pastor à delegacia ocorreu dentro dos procedimentos legais. A corporação também afirmou que o caso está sendo acompanhado pelo comando.
Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)












