O diretor do IML informou que nenhum familiar da médica francesa virá ao Brasil para acompanhar os procedimentos. A liberação e os trâmites relacionados ao corpo serão conduzidos por representantes do consulado e por procuradores.
Já o corpo de Altamiro Rocha dos Santos, apontado como autor do crime e companheiro da vítima, permanece no Instituto de Medicina Legal (IML). Segundo a direção do órgão, nenhum familiar compareceu para fazer a liberação.
De acordo com o diretor do IML, Flávio Fabres, quando um corpo não é reclamado pelos familiares, o instituto está autorizado a providenciar o sepultamento após 30 dias. Apesar disso, em razão da grande repercussão do caso, o órgão decidiu aguardar por mais tempo antes de adotar a medida. O diretor, no entanto, não informou uma data para o sepultamento.
Relembre o caso
O cadáver da médica francesa Chantal foi achado carbonizado dentro de uma mala, no bairro de Manaíra, em 11 de março. Segundo apurações policiais, ela havia decidido terminar o relacionamento com Altamiro Rocha dos Santos devido à recusa em conviver com a dependência química dele. De acordo com a Polícia Civil, esse teria sido o motivo do crime.
As apurações indicam que, após desferir golpes de faca que causaram a morte de Chantal, Altamiro colocou o corpo numa mala e a levou até o local onde foi encontrada. Conforme o delegado Thiago Cavalcanti, o suspeito também teria oferecido entorpecentes a um homem em situação de rua para que este incendiaria a mala, numa tentativa de ocultar as evidências.
No dia seguinte, 12 de março, Altamiro Rocha dos Santos foi localizado morto no bairro João Agripino. O corpo apresentava as mãos e os pés amarrados, além de um profundo ferimento no pescoço. As circunstâncias dessa morte continuam sob investigação.













