A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende explorar na TV, no rádio e nas redes sociais a investigação autorizada pelo STF contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Uma das peças já preparadas afirma: “Justiça confirma: Flávio Bolsonaro é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro no Dark Horse”. O inquérito foi solicitado pela Polícia Federal, teve parecer favorável da PGR e foi autorizado pelo ministro André Mendonça, em julho.
Segundo a investigação, Flávio Bolsonaro teria atuado para obter cerca de R$ 70 milhões com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para financiar o projeto. O caso integra as apurações relacionadas ao banco e investiga a origem e a movimentação dos recursos destinados ao filme, que tem o ator americano Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro. A divulgação de informações do inquérito nesta sexta-feira (11) reacendeu o embate político entre petistas e bolsonaristas.
Para a campanha de Lula, a investigação pode ajudar a deslocar o foco da crise envolvendo o STF e o Banco Master, que vinha provocando desgaste para o governo. A estratégia será destacar que Lula não é investigado no caso, enquanto Flávio Bolsonaro aparece formalmente como investigado. A campanha, porém, deverá enfrentar também a discussão sobre a diferença entre ser alvo de uma investigação e ser condenado, já que a abertura do inquérito não representa, por si só, prova de culpa.











