Polícia prende 24 suspeitos e bloqueia R$ 144 milhões ligados a grupo criminoso em Campina Grande/PB

Por
3 min. leitura

Uma operação da Polícia Civil cumpriu cerca de 24 mandados de prisão hoje (15), em Campina Grande, com ações realizadas dentro e fora do sistema prisional da Paraíba. A operação também foi realizada no Rio Grande do Norte, onde o grupo criminoso investigado mantinha uma ramificação.

A investigação aponta que o grupo é suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, tráfico de armas de fogo e lavagem de dinheiro. Durante a ação, cerca de R$ 144 milhões em bens foram bloqueados por determinação da Justiça. Veículos e aparelhos celulares também foram apreendidos e devem auxiliar no avanço das investigações.

De acordo com o delegado Afrânio de Brito, o grupo criminoso atuava em Campina Grande e tinha uma estrutura formada não apenas por amigos, mas também por familiares. Segundo ele, havia integrantes ligados entre si por relações familiares, que participavam da organização e das atividades criminosas investigadas.

Em Campina Grande, os mandados foram cumpridos em diferentes bairros, entre eles Aluízio Campos, José Pinheiro e Malvinas. Durante uma das ações, um homem tentou se esconder dentro de uma cama baú para evitar a prisão.

De acordo com o delegado Lucas Rothardand, pessoas ligadas ao grupo criminoso também atuavam como uma espécie de assessoria de um cantor de forró de Campina Grande. Segundo a investigação, eles utilizavam a carreira do artista como uma forma de tentar ampliar contatos com empresários e pessoas ligadas a cantores de projeção nacional.

Ainda conforme o delegado, uma das estratégias utilizadas pelo grupo era a participação em leilões e a compra de cavalos pertencentes a cantores ou pessoas próximas a artistas conhecidos. A intenção seria criar aproximação com esse meio para tentar projetar o cantor de Campina Grande em outros espaços.

O cantor citado na investigação não é investigado e, segundo a Polícia Civil, não possui participação no grupo criminoso. As suspeitas estão relacionadas às pessoas que atuavam como uma espécie de assessoria do artista.

De acordo com o delegado Emanuel Henriques, o grupo tinha uma estrutura organizada e atuava principalmente no tráfico de drogas na região. A investigação também busca identificar a participação de cada integrante na movimentação do dinheiro e nas demais atividades criminosas atribuídas à organização.

Por Wanderson Gomes

Compartilhe este artigo