Carteiro que entregava propaganda eleitoral em Campina Grande estava exercendo função legal, explica sindicato

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Um caso envolvendo um carteiro dos Correios durante a entrega de material de propaganda eleitoral repercutiu em Campina Grande e provocou manifestações do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (SINTECT-PB). O episódio aconteceu enquanto o trabalhador realizava o serviço de distribuição no município.

De acordo com o presidente do sindicato, Tony Sérgio, o carteiro foi abordado e teria sido ameaçado e ofendido enquanto cumpria suas atividades. O caso foi levado às autoridades, e o suspeito foi conduzido à Polícia Federal para prestar esclarecimentos.

A declaração foi dada durante entrevista ao programa À Frente da Notícia, da MRTV, nesta sexta-feira (25).

Sindicato explica distribuição de propaganda

Segundo Tony Sérgio, a distribuição de material eleitoral por meio dos Correios é um serviço que já é realizado há anos e pode ser contratado por partidos, candidatos e outras pessoas ou organizações que atendam às regras estabelecidas.

O presidente do sindicato explicou que o contratante define a área onde deseja que os materiais sejam distribuídos, enquanto os Correios ficam responsáveis pela execução do serviço.

“Esse serviço específico que está sendo feito não é de agora. Tem anos que os Correios fazem esse serviço”, afirmou.

Ainda segundo Tony, o carteiro não escolhe o conteúdo que será distribuído. Ele afirmou que, no caso ocorrido em Campina Grande, havia materiais relacionados a diferentes candidaturas.

A propaganda eleitoral nas ruas está permitida desde 16 de agosto, conforme o calendário das Eleições 2026. O Tribunal Superior Eleitoral estabelece regras para a realização e distribuição de materiais de campanha.

Caso foi encaminhado à Polícia Federal

Tony Sérgio informou que o sindicato acompanhou o trabalhador após o episódio e que foram adotadas providências para registrar a ocorrência.

Segundo ele, o carteiro prestou depoimento e passou por exame de corpo de delito. O suspeito também foi conduzido à Polícia Federal para prestar esclarecimentos.

O presidente do sindicato afirmou ainda que a entidade está recebendo orientação jurídica sobre o caso e pretende acompanhar as medidas que serão adotadas pelas autoridades.

As circunstâncias do episódio e eventual responsabilização do envolvido deverão ser analisadas no decorrer da investigação.

Sindicato diz que não vai tolerar novos casos

Durante a entrevista, Tony Sérgio afirmou que o sindicato não pretende tolerar situações semelhantes envolvendo trabalhadores dos Correios.

“Não vamos aceitar, tolerar isso. Porque as divergências que possivelmente as pessoas tenham, elas devem ficar dentro do campo das ideias”, declarou.

O sindicalista também orientou os trabalhadores a evitar entrar em discussões durante situações de conflito. A recomendação, segundo ele, é registrar o ocorrido, quando possível, e encaminhar imagens e demais informações ao sindicato para que sejam avaliadas as medidas jurídicas e administrativas cabíveis.

Tony também afirmou que a entidade já tomou providências em outros casos envolvendo trabalhadores e situações relacionadas ao período eleitoral.

O episódio ocorre em meio ao período de campanha das Eleições 2026, quando a propaganda eleitoral está permitida e os eleitores também podem denunciar eventuais irregularidades à Justiça Eleitoral. O TSE disponibiliza o aplicativo Pardal para o encaminhamento de denúncias sobre propaganda irregular.

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Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)

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