O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga afirmou, neste sábado (24), estar confiante na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial. Durante entrevista ao programa Jornal de Verdade, ele também comentou a possibilidade de integrar um eventual governo do parlamentar, defendeu o respeito ao resultado das urnas e falou sobre a estratégia da direita para ampliar o diálogo com a população nordestina.
Queiroga avaliou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta desgaste político e afirmou que Flávio conseguiu apresentar uma proposta voltada ao futuro do país. Na avaliação do ex-ministro, o senador tem condições de dialogar com diferentes segmentos da sociedade e contribuir para reduzir a polarização política.
“Eu estou certo que Flávio Bolsonaro conseguiu os objetivos dessa campanha eleitoral”, declarou. Ele também elogiou o debate entre os candidatos e defendeu que as divergências políticas sejam tratadas com respeito.
Queiroga diz que resultado das urnas deve ser respeitado
Questionado sobre a possibilidade de Lula vencer a eleição, Queiroga afirmou não ter dúvidas de que o resultado será respeitado pelo grupo político do qual faz parte. Ele citou a transição entre os governos de Jair Bolsonaro e Lula, em 2022, como exemplo de continuidade institucional.
“Não tem dúvida”, respondeu ao ser perguntado se o grupo aceitaria uma eventual vitória do atual presidente.
O ex-ministro defendeu que, independentemente do resultado, os dois candidatos adotem uma postura de estadistas e mantenham o diálogo em benefício do país. Ele também manifestou a expectativa de que haja um encontro entre os líderes para tratar da transição de governo, caso Flávio seja eleito.
Ex-ministro descarta discussão sobre ministério neste momento
Durante a entrevista, Queiroga também foi questionado sobre a possibilidade de voltar a ocupar um ministério caso Flávio Bolsonaro vença a eleição. Ele afirmou que o assunto não está em discussão neste momento e que a prioridade é a disputa eleitoral.
“O objetivo hoje é ganhar as eleições. A eleição é amanhã. Vai ser uma eleição acirrada, que vai ser decidida por uma pequena margem de votos. Não é hora de falar em ocupação de ministério”, afirmou.
Queiroga revelou que foi Flávio quem o aproximou de Jair Bolsonaro e teve participação em sua chegada ao governo federal, quando assumiu o Ministério da Saúde em 2021. Apesar da relação política com a família Bolsonaro, ressaltou que uma eventual nomeação depende exclusivamente da decisão do presidente eleito.
“Se o senador Flávio, o presidente Flávio entender que eu posso ser útil em outra missão, ele sabe o meu telefone, sabe o meu endereço e ele vai me convocar”, declarou.
Queiroga defende aproximação da direita com o Nordeste
Outro tema abordado foi a dificuldade do grupo político ligado a Jair Bolsonaro para ampliar sua identificação com o eleitorado nordestino. Queiroga afirmou que a direita precisa melhorar a comunicação com a população da região e apresentar as ações realizadas durante o governo anterior.
Como exemplos, citou o eixo norte da transposição do Rio São Francisco, a estação fotovoltaica de Coremas e projetos de geração de energia renovável. Segundo ele, é necessário mostrar à população os resultados dessas iniciativas e estabelecer um diálogo mais próximo com os eleitores.
Cardiologista, Queiroga comparou essa estratégia à relação entre médico e paciente, defendendo que não basta apresentar informações: é preciso explicar sua importância para conquistar a confiança das pessoas.
O ex-ministro afirmou que sua atuação política tem como objetivo contribuir para essa aproximação e disse que poderá assumir novas funções caso seja convocado por Flávio Bolsonaro, sem tratar uma eventual nomeação como certa.
Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)















