Em meio à crise econômico-financeira que afeta os Correios nos últimos anos, um levantamento interno da estatal revelou que nenhuma unidade estadual conseguiu atingir a meta de entregas dentro do prazo até setembro de 2025. A Paraíba registrou desempenho de 82,96% na entrega de encomendas e correspondências, abaixo da meta estipulada de 94,84%, conforme dados divulgados pelos próprios Correios. O índice considera o cumprimento dos prazos para os principais serviços postais (Encomenda, Logística e Mensagens) e leva em conta objetos entregues no prazo, atrasados, extraviados ou roubados.
Segundo a estatal, o baixo desempenho é reflexo de “lacunas no processo de tratamento nos principais centralizadores exportadores de carga, motivadas pela falta de mão de obra contratada e ajustes necessários no processo produtivo”. Para contornar os atrasos, os Correios adotaram medidas emergenciais, como reestruturação do fluxo de caixa, contratação de operadores logísticos regionais, otimização da malha de transporte e priorização de encomendas urgentes e clientes estratégicos. Apesar do resultado ainda estar abaixo da meta, o desempenho da Paraíba ficou ligeiramente acima do registrado no mesmo período de 2024.
A situação financeira da empresa tem impactado diretamente fornecedores e serviços. Ao longo de 2025, os Correios deixaram de pagar R$ 3,7 bilhões em obrigações com fornecedores, tributos e fundos de pensão, incluindo R$ 732 milhões a transportadoras de encomendas, o que levou a processos na Justiça e paralisações em alguns serviços. Diante do cenário, o deputado federal Evair Vieira de Melo (PP-ES) protocolou requerimentos para que o TCU, a CGU e a PGR fiscalizem a estatal, questionando irregularidades em contratos, modelo de atuação de empresas intermediadoras e auditorias sobre a situação econômico-financeira da empresa.












