O Calçadão da Cardoso Vieira, no Centro de Campina Grande, é um dos espaços tradicionais da cidade e reúne histórias, encontros e atividades comerciais. Às vésperas dos 162 anos de emancipação política do município, celebrados neste domingo (11), uma reportagem especial de Geovana Barbosa resgatou a trajetória do local e sua importância para a memória da Rainha da Borborema.
Exibida neste sábado (10), no Jornal de Verdade, da MRTV, a matéria ouviu o historiador Éric Brito, que explicou como o calçadão surgiu na década de 1970, durante a gestão do então prefeito Evaldo Cruz, dentro de uma proposta de reorganização dos centros urbanos para priorizar a circulação de pedestres e o comércio.

O projeto foi ampliado posteriormente durante a gestão de Enivaldo Ribeiro, com a implantação de outros calçadões no Centro. Com o passar dos anos, parte desses espaços foi desativada, e comerciantes foram transferidos para o atual Shopping Edson Diniz. O trecho da Rua Cardoso Vieira permaneceu como referência e também é conhecido oficialmente como Calçadão Dinho Oliveira, em homenagem a um frequentador querido do local.
Na reportagem, Éric Brito destacou que o espaço perdeu parte da movimentação que tinha no final do século XX, especialmente com as mudanças nos hábitos da população e o avanço das tecnologias digitais. Apesar disso, o historiador ressaltou que o calçadão continua ativo e mantém sua importância cultural, reunindo frequentadores e personalidades da cidade.
A matéria também apresentou relatos de pessoas que construíram suas histórias no local. Luiz Tavares, frequentador desde a década de 1980, contou que costuma ir ao calçadão para conversar com amigos e aproveitar os momentos de descontração.

Outro entrevistado foi Edson, que trabalha como engraxate no espaço desde 2003. Ele relatou as mudanças na movimentação do Centro e destacou o vínculo construído com o local ao longo de mais de duas décadas.

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Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)












