Hytalo Santos completa um ano preso após investigação sobre conteúdo com adolescentes

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Por Verton Ribeiro

O influenciador paraibano Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, completam neste sábado (15) um ano presos. O casal foi detido em 15 de agosto de 2025, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, após uma investigação que apurava conteúdos publicados com adolescentes nas redes sociais. O caso, que já vinha sendo acompanhado pelas autoridades paraibanas, ganhou repercussão nacional depois de um vídeo publicado pelo youtuber Felca.

Investigação começou antes da prisão

As investigações sobre Hytalo Santos começaram antes da grande repercussão nas redes sociais. Em dezembro de 2024, o Ministério Público da Paraíba informou que apurava denúncias relacionadas à possível exploração de crianças e adolescentes em conteúdos publicados pelo influenciador. Na época, Hytalo era seguido por milhões de pessoas nas redes sociais e produzia vídeos com adolescentes que frequentavam sua casa.

Em meio às investigações, o influenciador negou as acusações e afirmou que mantinha uma relação com os adolescentes que chamou de “crias”. Também disse que sua assessoria jurídica acompanhava as denúncias e que os fatos eram esclarecidos quando questionados.

Vídeo de Felca aumenta repercussão

Em 6 de agosto de 2025, o youtuber Felca publicou um vídeo em que criticou a forma como adolescentes apareciam em conteúdos produzidos por Hytalo. A publicação teve grande repercussão e levou o caso a um público ainda maior. Entre os exemplos apresentados estava Kamyla Santos, que tinha 17 anos na época.

Dois dias depois, em 8 de agosto, a conta de Hytalo Santos deixou de ficar disponível no Instagram. As plataformas também adotaram medidas relacionadas aos perfis e conteúdos do influenciador. Segundo informações divulgadas na época, o Google havia desmonetizado o canal e retirado conteúdos que violavam suas regras, enquanto o TikTok informou que um perfil de Hytalo havia sido banido.

Justiça bloqueou redes sociais e proibiu contato com adolescentes

Em 12 de agosto de 2025, a Justiça da Paraíba determinou o bloqueio do acesso de Hytalo às redes sociais e proibiu o influenciador de manter contato com os adolescentes citados no processo. A decisão também determinou a desmonetização dos conteúdos publicados por ele.

Segundo o Ministério Público da Paraíba, Hytalo havia sido ouvido em um dos procedimentos em 30 de maio de 2025, em Bayeux. O órgão informou que os adolescentes não foram novamente ouvidos para evitar uma possível revitimização.

Buscas foram realizadas em endereços ligados ao influenciador

No dia 13 de agosto de 2025, a Polícia cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência de Hytalo Santos, em um condomínio no bairro Portal do Sol, em João Pessoa. O influenciador não estava no local. No dia seguinte, a Justiça autorizou novas buscas em três endereços ligados a ele na capital paraibana.

Durante as ações, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, incluindo um computador e aparelhos celulares. As buscas faziam parte da investigação que já estava em andamento.

Prisão aconteceu em São Paulo

Em 15 de agosto de 2025, Hytalo Santos e Israel Vicente foram presos preventivamente em uma casa em Carapicuíba, na Grande São Paulo. A prisão havia sido determinada pela Justiça da Paraíba.

Após a prisão, os dois ficaram inicialmente em uma cadeia pública de Carapicuíba e depois foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória 1 de Pinheiros, em São Paulo. No dia seguinte, a Justiça da Paraíba negou um pedido de liberdade apresentado pela defesa.

Casal foi transferido para a Paraíba

Em 28 de agosto de 2025, Hytalo e Israel foram transferidos de São Paulo para a Paraíba. Os dois chegaram a João Pessoa, passaram por exames de corpo de delito e foram levados para a Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, conhecida como Presídio do Róger.

Desde então, o casal permaneceu preso no estado. Em fevereiro de 2026, veio a primeira condenação criminal relacionada ao caso.

Condenação em primeira instância

Em fevereiro de 2026, Hytalo Santos e Israel Vicente foram condenados pela Justiça da Paraíba por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes, crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Hytalo foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão, enquanto Israel recebeu pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias. As duas penas foram estabelecidas em regime inicialmente fechado. A decisão foi tomada em primeira instância pela Justiça da comarca de Bayeux.

Defesa tenta anular condenação

Depois da sentença, a defesa de Hytalo Santos e Israel Vicente apresentou um pedido para tentar anular a condenação. Os advogados questionam a interpretação utilizada na decisão e citam mudanças recentes na legislação relacionada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Até o momento, não há decisão final sobre o pedido de anulação apresentado pela defesa.

Casal também é alvo de investigação financeira

Em 1º de julho de 2026, Hytalo Santos e Israel Vicente foram alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em João Pessoa, Campina Grande e Recife.

Segundo o Gaeco, os valores investigados teriam origem em jogos e apostas ilegais. A apuração é tratada como um desdobramento da investigação relacionada à exploração da imagem de crianças e adolescentes.

Outros processos na Justiça

Além da condenação criminal, Hytalo Santos é alvo de outros processos na Justiça da Paraíba. Há ações nas áreas criminal e cível, envolvendo diferentes assuntos. Na Justiça do Trabalho, Hytalo e Israel também são réus em uma ação que apura suspeitas relacionadas a tráfico de pessoas para exploração sexual e trabalho em condições análogas à escravidão.

Segundo o Ministério Público do Trabalho da Paraíba, há indícios de que menores eram levados para morar na residência do casal e submetidos a condições de trabalho, além de isolamento do convívio familiar e restrição de comunicação com o mundo externo. Essas acusações fazem parte de outro processo e não se confundem com a condenação criminal já proferida.

Situação atual

Um ano após a prisão, Hytalo Santos e Israel Vicente permanecem presos no Presídio do Róger, em João Pessoa, segundo as informações apresentadas no processo. Hytalo cumpre uma condenação em primeira instância, enquanto a defesa tenta reverter a decisão. Paralelamente, outras investigações e processos envolvendo o casal continuam em andamento na Justiça.

Em fevereiro de 2026, os dois foram condenados em primeira instância por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. Hytalo recebeu pena de 11 anos e 4 meses de prisão, enquanto Israel foi condenado a 8 anos, 10 meses e 20 dias, em regime inicialmente fechado. A defesa pediu a anulação da condenação. Em julho de 2026, o casal também foi alvo de uma operação que investiga lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

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